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 Valse Au Beurre Blanc

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Tank, o Construto
Bobo da Corte
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Data de inscrição : 07/01/2008
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MensagemAssunto: Valse Au Beurre Blanc   Dom Jun 01, 2008 12:43 pm

CAP. I: A Descoberta

Era mais uma noite de outono na fascinante Paris de 1930, onde nada era bucólico, e não existia tristeza. Jacques era mais um personagem daquela cidade, e sempre passava as suas boêmias noites no lado de fora do Bistrot Le Dijon, encostado em um poste com roupas discretas e sua inesquecível boina; Era o peifeito faux-française.Nunca perdia uma oportunidade de se dar bem em alguma coisa, e sempre tentava passar por cima de alguém, independente do modo de passar. O Le Dijon era um ponto de referência da cidade pois além de ter uma ótima cozinha, ficava as margens do rio Sena e ficava numa esquina bem próxima ao aclamado Opéra La Bastille, um dos melhores teatros da cidade, sem contar o Quai D'Orsay, o famoso cais que ficava na outra margem do rio Sena.Nessa noite iria ocorrer uma das ações mais impressionantes da história da Europa

Apesar de Paris não ser nada bucólica, quem via o bar se sentia nostalgiado. Em uma das mesas do Le Dijon estava um casal que tomavam uma sopa, enquanto se tocava uma linda música de acordeão dentro do Le Dijon. Em uma das mesas tinha um velho de aparentemente 65 anos, bem magro lendo um jornal. Em outra mesa havia um homem de uns 30 anos bebado, porém não se exaltava, só bebia, e aparentava o famoso "trabalhador que ficou em uma decepção grave". O ambiente se tornou clássico quando um homem chegou com um macaco segurando uma caneca bem pequena(proporcional ao tamanho) enquanto o homem segurava uma caixa de música. O som da caixa de música se misturava com o som do arcordeão e fazia um som perfeito para o momento.

Jacques olha para a parede ao seu lado e vê um cartaz. Pelos dados do cartaz, estaria começando uma ópera no Le Bastille; o Almagasànt, do diretor Françoise Blanc. Chegando próximo ao local ele vê um carro estacionado com quatro caras de sobretudo na calçada oposta ao teatro. Jacques percebe um ar de maldade nos quatro indivíduos, e passa reto para o outro lado. A peça estaria para começar e muitas pessoas entravam. Todas as pessoas faziam parte da alta sociedade. Jacques se recostou em um poste, pegou um relógio de bolso que com certeza ele não havia comprado, e olha que já são 20:57hrs, e que parecia estar na hora do seu trabalho; bater carteiras. Ele passa no meio de todo aquele pessoal, totalmente desengonçado, se esbarrando em muitas pessoas e pegando seus pertences: Jóias, Carteiras, chaves dos grandes automóveis da época, relógios, entre outros. Logo após a ação, Jacques se afasta do pessoal e fica num local onde ainda se vê o teatro, mas nunca sem o seu revólver calibre 38 velho e um pouco enferrujado.

Chega um carro, ou melhor, chega O Carro, era um Silver Fletcher 1928, prateado; a verdadeira Limousine da época. O motorista sai do carro e abre a porta dos fundos, de onde sai um homem com aparencia de muito influente, e uma mulher ostentando vááárias jóias.Estavam atrasados, e estavam discutindo o horário. A Ópera já havia começado e já se ouvia os gritos agudos das sopranos de fora do teatro.Aqueles quatro caras saem do carro e se percebe que estão munindo metralhadoras. Jacques se aproxima com muita calma e silêncio, e atira em 4 lamparinas, enquanto corre pro carro. Um dos quatro caras atira no motorista do Silver Fletcher, enquanto a mulher grita muito. Jacques joga os dois dentro do carro e se protege das balas, trocando tiros com os quatro caras. Foi uma troca de tiros impressionante, onde Jacques fere um dos caras. Jacques sabia que devia entrar em ação naquela hora, talvez imaginou que deveria iniciar sua ambiciosa ascenção social.

Logo após de uma brilhante troca de tiros, Jacques entra no carro que parecia um queijo suíço e corre para o mais longe possível. Depois de 30 minutos, o local se enche de pessoas. Jacques se esconde em uma viela da cidade, e percebe que o casal foi baleado e não resistiram os ferimentos.Ele olha a carteira do homem e vê: Salvatore Piazza, um dos mais importantes empresários do meio industrial. Era a chance de Jacques mudar de vida...


(NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO: A Ascenção)
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